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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Filmes: "O Destino de Júpiter"

FLASH GORDON 2.0

Se você não é um cínico e tem um Q.I. maior do que uma ostra em coma, certamente vai curtir o novo filme dos criadores de "Matrix"

- por André Lux, crítico-spam 

“O Destino de Júpiter” é mais um caso de delírio coletivo dos profissionais da opinião, só que às avessas, pois quase todos eles estão malhando o novo filme dos irmãos Wachowski (de “Matrix) com o argumento básico de que tem uma trama confusa e sem sentido.

Por aí a gente percebe o estado lamentável que se encontra hoje a crítica cinematográfica mundial, repleta de curiosos que não entendem absolutamente nada de cinema, muito menos da história da sétima arte, caso contrário teriam percebido de imediato que “O Destino de Júpiter” é uma divertida homenagem aos clássicos da ficção científica do passado, especialmente “Flash Gordon”.

Além disso, o filme é repleto de citações a obras como “Brazil” (com direito a uma participação especial do próprio Terry Gilliam numa das cenas mais divertidas), “Soylent Green” (aquele em que Charlton Heston descobre no final que a bolachinha verde que a população come é feita de gente!), “Duna”, "Cinderela" e, claro, ao próprio “Matrix”. De quebra, descobrimos até como são feitos aquele benditos sinais nas plantações mundo a fora e qual o verdadeiro motivo da extinção dos dinossauros!

Obviamente que não são só esses ingredientes que garantem a qualidade de um filme, mas “O Destino de Júpiter” tem muitos outros. Depois de sucessivos desastres (“Speed Racer” e “Cloud Atlas”), os Wachowski voltam a forma e criam um roteiro bastante interessante, cheio de reviravoltas e boas sacadas que, infelizmente, vai exigir do espectador um mínimo de inteligência e raciocínio lógico. Digo infelizmente porque hoje em dia o nível do Q.I. do espectador médio é o mesmo de uma ostra em coma, portanto qualquer obra que obrigue-o a pensar e tirar conclusões por conta própria vai ser imediatamente tachada de “confusa” ou “chata”.

Não estou dizendo que o filme seja uma obra prima complexa e profunda, longe disso. Tem bastante falhas por sinal, principalmente nas cenas de perseguição que acabam sendo esticadas e exageradas demais e no uso de clichês bobocas que poderiam ter sido facilmente evitados (aquela cena com as abelhas deu vergonha alheia), mas não é nada que comprometa o resultado final, até porque os cineastas não tem vergonha de deixar claro desde o começo as origens e pretensões da obra.

O bom e velho Terry em ação
Gostei muito do desenho de produção, bem bizarro e às vezes no limite do exagero, mas muito criativo e original. 

Outro destaque positivo é a música de Michael Giachinno (dos novos “Star Trek” e "Os Incríveis"), composta no idioma de mestres como John Williams, Jerry Goldsmith e John Barry sem a complexidade e genialidade deles, é verdade, porém mil anos luz à frente do som simplório que picaretas como Hans Zimmer e seus clones despejam nas telas atualmente.

Os dois protagonistas são fracos, mas não comprometam e até mesmo o canastrão do Channing Tatum segura as pontas, ainda mais num personagem que beira o ridículo: um albino mutante, mistura de homem e lobo com orelhas de elfo. Ou seja, não é para ser levado a sério mesmo!

Em tempos de cinismo exacerbado como esse em que vivemos é fácil entender porque um filme como "O Destino de Júpiter" não agrada aos críticos e acaba naufragando nas bilheterias. Mas, se você não é um desses e tem um Q.I. mais alto do que o de uma ostra em coma, certamente vai curtir esse "Flash Gordon 2.0", cheio de efeitos visuais bacanas, personagens rocambolescos e até comentários críticos ao consumismo desenfreado do capitalismo. Tem coragem?

Cotação: * * * 1/2

3 comentários:

Reginaldo Marcelo disse...

Você odeia Hans Zimmer mesmo... Até quando o filme não tem a música dele, você dá um jeito de falar no alemão! Tudo bem, concordo com você. Vez por outra ele consegue um lampejo de criatividade maior e consegue belos temas como o de "Conduzindo Miss Daisy" ou "Thelma & Louise", mas o que ele gosta de fazer mesmo é barulho orquestrado para uma bela dor de cabeça.

André Lux disse...

Esse alemão picareta está acabando com arte das trilhas sonoras!!

Anônimo disse...

Olha, não assisti o filme, por isso não posso opinar. Mas concordo com você em algumas coisas:
1. O Hans Zimmer é picareta e plagiário;
2. O QI médio do público é mesmo de uma ostra em coma, se não for menor.
Não vivemos a era da informação. Vivemos a era da burrice endêmica;
Marcos K.

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