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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Filmes: "Um Método Perigoso"

AMORFO

Apesar do tema interessante, filme resulta no trabalho mais frio e distanciado de Cronenberg até hoje

- por André Lux, crítico-spam

O diretor David Cronenberg é conhecido por seus filmes chocantes ou, no mínimo, contundentes. Muitos deles de terror explícito repletos de efeitos especiais (o mais notável sendo “A Mosca”).

É verdade que em seus últimos filmes demonstrou uma maturidade surpreendente, fugindo do gênero que o consagrou, nos fortes suspenses policiais “Marcas da Violência” e “Senhores do Crime”.

Mesmo assim, é difícil entender porque resolveu realizar este “Um Método Perigoso”, que resultou em seu trabalho mais frio e distanciado até hoje.

O maior defeito do filme é que ele simplesmente não tem foco narrativo definido. Não decide se está contando a história da amizade entre os pais da psicanálise Jung e Freud (que depois se tornariam inimigos) ou da paciente Sabina Spielrein, a qual sofria de histeria e, depois de tratada por Jung, tornou-se ela também uma importante psicanalista.

O roteiro do badalado Christopher Hampton, baseado em sua própria peça teatral que por sua vez é inspirada em fatos reais, é muito picotado, pulando de um evento para outro sem muita coerência. Isso deixa o filme episódico e mal amarrado, impedindo o envolvimento na história e deixando até as conversas entre Jung e Freud enfadonhas.

Outros pontos negativos do filme são as interpretações de Keira Knightley (principalmente no começo, quando faz umas caretas constrangedoras) e de Viggo Mortensen como Freud, numa atuação posada e artificial. Tudo isso acaba destruindo qualquer boa intenção do projeto, que tem excelentes recriação de época, fotografia e música (de Howard Shore, colaborador constante de Cronenberg), além das boas atuações de Michael Fassbender como Jung e de Vincent Cassel como Otto Gross.

É uma pena que um assunto tão interessante tenha resultado num filme tão amorfo e indiferente.

Cotação: * *

2 comentários:

Enigma disse...

concordo plenamente com suas observações André! parabéns pela resenha!

att
juliana m.

Paola Sánchez disse...

Uma história onde a psicologia, a psicanálise através do presente. Sem dúvida, esta questão e hipnose, são dois dos que eu gostaria de ver neste tipo de produção. A este respeito, eu trago série O Hipnotizador, uma história em que um homem revelou através destas práticas e secrestos inimagináveis memórias. É brasieño ir para casa e pintura para ser um sucesso.

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