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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Filmes: "Wolverine Imortal"

ABACAXI

Novo filme do mutante nervosinho consegue ser pior que o anterior


- por André Lux, crítico-spam

Parece brincadeira, mas conseguiram fazer um novo filme solo do mutante mais nervosinho dos "X-Men" ainda pior que o "X-Men Origens: Wolverine", que foi bem fraquinho.

Mas não há desculpa para produzir um filme com o Wolverine e suas terríveis garras de adamantiun em versão "censura livre", onde as cenas de luta são editadas para que ninguém consiga ver direito o que está acontecendo, ou seja, sem violência ou sangue.

O filme já começa de forma ridícula, mostrando Logan salvando um soldado japonês durante a explosão da bomba atômica de Nagasaky, que caiu a poucos metros de distância! Pior, essa sequência da origem a um furo catastrófico no roteiro, já que é a amizade entre os dois que dispara os eventos da trama.

Só que, como ficou estabelecido em todos os outros filmes do personagem, ele sofre de amnésia total, não lembrando nem mesmo de seu nome! Como então iria se lembrar de um sujeito que conheceu em 1945? Lama total.

Depois do flashback da 2ª Guerra, o filme pula para o presente, onde o Wolverine vive barbudo no meio do mato, implicando com caçadores de ursos e sofrendo por ter matado sua amada Jean Grey (a bela Famke Janssen faz uma daquelas pontas que todo ator deve adorar: "Ei, adivinha qual será meu personagem no próximo filme que farei? Uma alucinação!").

E, em mais um daqueles velhos clichês do cinema, ele jura que nunca mais vai se envolver em qualquer tipo de confusão. Resolução que dura cinco minutos de projeção, pois basta aparecer uma japonesinha esquisita e proferir meia dúzia de chavões para ele topar ir até o Japão encontrar seu velho amigo, que está morrendo.

A partir daí o filme passa a ser uma colcha de retalhos dos piores clichês do gênero ação, com direito a invasão de funeral por uma horda interminável de vilões, perseguição pelas ruas de Tókio, luta em cima de um trem bala (toda feita em computação gráfica bem tosca), fuga para um suposto esconderijo que todo mundo sabe onde é, historinha de amor entre o protagonista e a mocinha que pretende salvar, etc.

Tudo muito fraco, desconexo e sem graça, com o Wolverine agindo totalmente fora do personagem e fazendo escolhas duvidosas e até ridículas. No final, por exemplo, há uma cena em que ele é cercado por trocentos ninjas e, após chamá-los para a briga, o que ele faz? Sai correndo pelo meio da rua enquanto é alvejado nas costas por flechas até cair desmaiado. Isso que é estratégia!

Tem outras coisas imperdoáveis no filme, como a vilã Víbora, feita por uma atriz péssima que se veste como se fosse desfilar em escola de samba e cujos poderes nunca ficam claro quais são. E aquele samurai-robô-gigante que luta com o herói no final? Que coisa brega! Tem uma cena na qual o protagonista faz uma operação cardíaca em si mesmo que é de provocar gargalhadas, de tão imbecil. O plano do vilão principal também não faz o menor sentido, depois que é revelado.

O mais triste é que o roteiro é de Christopher McQuarrie (o mesmo do excelente "Os Suspeitos") e a direção é de James Mangold, que fez o bom "Copland". Deviam ter vergonha na cara e fugir de um abacaxi desses!

Cotação: *

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