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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Filmes: "Conan, O Bárbaro" (2011)

CONAN, O GROTESCO

Nada me preparou para esse que deve ser um dos piores filmes já feitos na história do cinema!

- por André Lux, crítico-spam

Sinceramente, eu não esperava muito desse novo “Conan, O Bárbaro”, mas nada me preparou para esse que deve ser um dos piores filmes já feitos na história do cinema! O original, de 1982 dirigido por John Millius e estrelado por Arnold Schwarzenneger tem muitos detratores, porém virou cult com o passar dos anos, é bem feito e tem algumas das melhores lutas de espada do cinema - sem falar é claro da trilha musical espetacular de Basil Poledouris.

Agora, essa nova versão... acho que o melhor termo para qualificá-la seria “aberração”. É difícil falar o que é pior no filme. Os atores são simplesmente ridículos, a começar pelo “astro” Jason Momoa que parece uma mistura de surfista idiota com vilão de filme mexicano que passa o filme todo fazendo caretas dignas de quem está com diarréia das bravas. Nem o sempre competente Ron Pearlman (de “Hellboy”) sobrevive ao massacre de ruindade, ainda mais com o penteado que o obrigaram a usar que o deixa parecido com o Véio do Rio que virou mendigo. Por sinal, quase todos os personagens do filme parecem gritar “joguem shampoo na minha cabeça” de tão nojentos que são!

Conan: "Porra, meu pai é o Véio do Rio mendigo!"

A direção de arte do filme é simplesmente grotesca, pior que desfile de escola de samba de Pindamonhangaba. Os diálogos são canhestros e parecem que foram escritos por um débil mental, o mesmo podendo ser dito da história que é simplesmente risível. Que porcaria é aquela de ter que juntar os pedaços de uma máscara que foi quebrada há trocentos anos para virar o bruxo mais poderoso do pedaço? Por que os panacas guardaram os pedaços da tal máscara do mal se, já que ela quebrou mesmo, bastava esmigalhar tudo e jogar o resto no fogo? Se é pra imitar “O Senhor dos Anéis” pelo menos façam direito, né?

O que mais enoja nesse “Conan, O Bárbaro”, todavia, é a violência gratuita e intolerável. Para você ter uma ideia do nível do negócio, o “herói” do filme quando criança decepa o nariz de um dos ajudantes do vilão e, anos mais tarde ao reencontrá-lo, simplesmente enfia o dedo no buraco na cara do sujeito para obrigá-lo a dar informações! Deveria se chamar “Conan, o Grotesco”, isso sim! E que tosqueira é aquela de mostrar o Conan com não mais do que 10 anos de idade trucidando um bando de bárbaros que mais parecem orcs? Se o cara faz aquilo tudo quando criança, ao crescer vai virar o super-homem, no mínimo! Que suspense, aventura ou drama alguém espera gerar numa filme com esse tipo de “arco”? Nenhum, é claro.

"Conan, quero que conheça o meu cabeleireiro. É um luxo!"

Vou te dizer, foi difícil assistir a esse lixo até o fim. Só recomendo para masoquistas ou então para idiotas desmiolados que não entendem nada de cinema. Nem como trash funciona, pois é tão nojento e desagradável que não dá nem pra rir daquilo tudo. Só mesmo um bando de dementes degenerados para produzir e, pior, lançar um filme como esse nos cinemas! E os caras ainda tem coragem de dizer que essa bosta é "mais fiel aos quadrinhos originais de Robert E. Howard"... só se for nas cabeças cheias de merda deles! E tenho dito!

Cotação: ZERO

5 comentários:

Guilherme disse...

UAU! Nem me atrevo a olhar mais.

Pedro disse...

Rpz, que mal humor. O filme não é grande coisa, mas não precisa ser tão "fresco". Vc deve gostar mesmo é da saga crepusculo.rs

Makinary disse...

Não sei o que o autor desse post queria, homens limpinhos e cheirosinhos com cabelo de chapinha? Que as lutas fosses feitas através de debates filosóficos? Pelo amor de Marx!

Marcus Valerio XR disse...

Também não gostei do filme, mas gostei muitíssimo menos dessa crítica. Não pelo seu conteúdo, mas pela sua agressividade estúpida. Parece que o André está piorando nesse quesito, querendo se tornar o pior tipo de crítico entre os tipos que ele mesmo elaborou no interessante texto tudo-em-cima.blogspot.com.br/2005/05/humor-ria-dos-crticos.html
Mais chato é não ver comentário algum sobre os vários problemas estruturais do filme, até fáceis de serem apontados, e descambar para a pura e simples ofensa que não se contentou em atingir os produtores, mas os espectadores que porventura possam ter gostado. Bizarra essa propensão a ofender milhões de pessoas pelo simples fato de terem gostado de algo sem qualquer compromisso.
Pior que o crítico, que é sim um Artista Frustrado, é o Crítico Frustrado.

xr.pro.br/Ensaios/Critica.html

Leuras disse...

Excelente crítica. Estava navegando para encontrar uma crítica sem medo de falar a verdade e encontrei aqui. O filme é um lixo! Sou fã do Conan desde 1988 quando comprei minha primeira HQ da Espada Selvagem e desde então acompanhei sempre. Parabéns!

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