quarta-feira, 21 de setembro de 2016

DR. MORO PROVA CRIMES DE LULA!

País das moscas

Frase do filme "A Mosca", do David Cronenberg, resume perfeitamente o que é o Brasil hoje depois de 12 anos de governo esquerda:

"EU SOU UM INSETO QUE SONHOU SER UM HUMANO E AMOU. MAS AGORA O SONHO ACABOU... E O INSETO ACORDOU."

E continua: "VOCÊ TEM QUE IR EMBORA AGORA E NUNCA MAIS VOLTAR. JÁ OUVIU FALAR DE POLÍTICA DE INSETOS? NEM EU. INSETOS... NÃO FAZEM POLÍTICA. ELES SÃO BRUTAIS. SEM COMPAIXÃO, SEM COMPROMISSO. NÃO PODEMOS CONFIAR NUM INSETO".

É isso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Filmes: "Aquarius"

MUITO BARULHO POR (QUASE) NADA

Filme ganha uma estrelinha a mais por ter feito os cães de guarda da direita tupiniquim espumarem de ódio

- por André Lux, crítico-spam


Quem acompanha meu blog sabe que tive uma pendenga com o crítico e dublê de cineasta Kleber Mendonça Filho, a quem devo meu apelido de “crítico-spam” e cujo primeiro longa-metragem, “O Som ao Redor”, é uma das coisas mais bisonhas que vi na vida. Todavia, confesso que gostei muito de ver ele e a equipe de “Aquarius”, seu novo filme, denunciando o golpe de Estado ocorrido no Brasil, o que provocou muita polêmica e me levou a ficar bastante curioso para ver o resultado final nas telas.

Mas, infelizmente, Kleber mostrou novamente que como cineasta continua um ótimo crítico. “Aquarius” é apenas mais um filme mal feito, mal dirigido e encenado, repleto de situações vazias e que não chegam a lugar algum (como o flerte da protagonista com um viúvo), e com um roteiro frouxo e sem qualquer peso dramático. Fica óbvio que a intenção do Kleber é nobre, principalmente no que diz respeito a fazer uma denúncia social das divisões de classe brasileira, que são ainda mais acintosas na região Nordeste onde o filme se passa, e na luta de David contra Golias representada pela personagem Clara (Sonia Braga) que enfrenta uma grande construtora que quer demolir o prédio onde ela mora sozinha (se aparececem umas navezinhas alienígenas para ajudar ela, ficaria igualzinho ao simpático "O Milagre Veio do Espaço", produzido pelo Spielberg nos anos 80).

O problema é que o roteiro é pífio e todas as cenas que apontam para esses contrastes são gratuitas e forçadas, soando mais como discursinho de comunista proferidos em saraus de faculdade de Humanas. A luta da protagonista contra a construtora não tem peso dramático algum, afinal mal conhecemos Clara e suas motivações, exceto por meia dúzia de informações rasas que são jogadas de vez em quando. No final, ela parece muito mais apenas uma velha chata e teimosa do que alguém que está lutando por suas convicções.

Se não bastasse isso, o filme tem uma edição sofrível e é alongado além da conta, atingindo a absurda marca de 2h20 de projeção, algo que não faz o menor sentido. Assim como em “O Som ao Redor”, Kleber não demonstra qualquer afinidade em dirigir atores, deixando-os falar um em cima do outro, enquanto a maioria apenas murmura seus diálogos sem verdade alguma. Nem mesmo a experiente Sonia Braga escapa da ruindade, embora até se esforce para tentar dar alguma ressonância a um personagem sem qualquer profundidade. A melhor cena do filme acaba sendo quando ela fica excitada ao testemunhar uma orgia que acontece no apartamento acima do seu e chama um garoto de programa para satisfazê-la, sem dúvida uma sequência corajosa, porém sem relevância para o resto da trama, infelizmente.

O Kleber também parece uma fixação mal resolvida com sexo, tanto é que insere diversas cenas quase explícitas de maneira sempre forçada e novamente sem muita relação com o resto do filme. A pior é a que envolve a tia da protagonista que está fazendo aniversário de 70 anos na cena que abre o filme. No meio dos discursos elogiosos dos parentes, incluindo duas crianças, ela olha para uma cômoda e aí tem flashbacks de uma transa, assim do nada. De vez em quando o diretor fixa sua câmera nesse mesmo móvel durante a projeção, mas confesso que não entendi direito o que queria transmitir. Que muita gente trepou em cima dele? Que isso era alguma forma de afirmar que a família de Clara era liberal e progressista? Tudo isso ao mesmo tempo? Pode ser. Ou não. Quem liga?

A conclusão de “Aquarius”, então, é risível, com o cineasta tentando vender uma daquelas cenas que tem o objetivo de provocar catarse na plateia, típica dos enlatados estadunidenses que ele tanto malha em suas críticas, mas que na vida real certamente mandariam a protagonista para a prisão algemada merecidamente. Sem comentários.

É triste ler muitas críticas sobre o filme louvando a produção e supostas virtuoses da direção, em mais uma prova de que a maioria dos críticos atuais confunde amadorismo e falta de conhecimento sobre as técnicas cinematográficas com sinais de genialidade. Kleber é tão pretensioso que decora uma parede da sala da protagonista com um enorme pôster de “Barry Lyndon”, um dos filmes menos conhecidos do grande Stanley Kubrick, o que apenas nos faz lembrar de como a arte de se fazer cinema está cada vez mais diluída.

O mais divertido, todavia, é ver os cães de guarda da direita tupiniquim espumando de ódio contra esse canhestro filme só por causa do protesto em Cannes e de meia dúzia de frases de cunho humanista proferidas durante a projeção, ajudando assim a dar publicidade a ele e meio que obrigando qualquer pessoa que não vomite ódio irracional à esquerda a abraçar e proteger a obra. Só por isso ganha uma estrelinha a mais. Mas, pra variar um pouco, é muito barulho por nada...

Cotação: * *

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Só nos resta rir desse circo de horrores

Fui eu quem inventou o avião. Tenho convicção, mas não posso provar.

Cursos de Direito de todo país acabam de anunciar a criação de uma nova disciplina: COMO CONDENAR ALGUÉM USANDO A CONVICÇÃO E O POWERPOINT. Agora o Brazil vai pra frente!

Amanhã vou realizar um grande sonho: pilotar um helicóptero. Tenho muita convicção que serei capaz, portanto certamente vão permitir.

Eu tenho barriga tanquinho igual à do Paulo Zulu. Não posso provar. Ter convicção serve??

Eu sou neurocirurgião, mas não posso provar. Deixa eu operar seu cérebro?

A Luana Piovani sonha em ser minha esposa. Não posso provar, mas tenho muita convicção!

Fui eu quem inventou o avião. Tenho convicção, mas não posso provar













Por trás do show, uma denúncia ridícula


Num jogo de claro-escuro próprio para a manipulação da plateia, o espetáculo do Ministério Público contra Lula foi uma denúncia sem prova, uma narrativa longa e sem consistência para as câmaras de TV

- por Paulo Moreira Leite, jornalista

A experiência ensina que as ideias claras e as verdades cristalinas podem ser explicadas em poucos minutos. Às vezes, em 30 segundos.

O exaustivo espetáculo do Ministério Público Federal, ontem, para tentar apresentar um fato concreto contra Luiz Inácio Lula da Silva levou horas. Não trouxe novidade alguma. Nenhuma prova, nenhum fato.

Apenas uma longa narrativa, romanceada, em que se sugere aquilo que não se demonstra – e por isso mesmo é preciso argumentar, explicar, voltar ao tema, repetir frases fortes como slogans de uma campanha publicitária. Chegou-se até a um improviso sociológico, a noção de "propinocracia", criação típica de um mundo narcisista, auto referente, destinado a causar impressão e intimidar espectadores de pouco estudo.

Vista com frieza, sem avaliar suas gravíssimas consequências políticas para o país e para a democracia, com impacto direto sobre a sucessão presidencial de 2018, a tese de que Lula é o comandante máximo da corrupção brasileira é apenas ridícula, verdade que, neste caso, pode ser provada matematicamente.

Numa interpretação benigna do espetáculo, pode-se reconhecer que a força tarefa fez o possível para tentar acusar Lula de receber benefícios avaliados em pouco mais de três milhões de reais num esquema que teria gerado um prejuízo de mais de 60 bilhões. Ou seja: é o chefão que recebe uma comissão inferior a 1/2 milionésima fatia de um grande botim.

Na realidade, nem isso se conseguiu. Como admitiu um dos apresentadores – desculpe, procuradores –, microfone em punho, é muito difícil demonstrar o crime de lavagem de dinheiro, pelo qual Lula é acusado. Devemos concordar com essa obviedade: profissionais formados na delicada arte de esconder a riqueza ilícita não assinam documentos oficiais nem deixam pistas que possam levar a sua localização. Certíssimo. Mas o fato de um crime ser difícil de provar não exime as autoridades policiais de encontrar provas para condenar aquelas pessoas que acusam. Afinal, vivemos num mundo onde todas as pessoas são inocentes até que se prove o contrário. Fora disso, temos a tirania, que pode ser feudal, militar – ou midiática.

Espetáculos à meia-luz, na penumbra, ofendem a memória da democracia, pois foram apresentados aos brasileiros em 1981, em plena ditadura militar. São estilos artísticos próprias para shows midiáticos, pois transmitem uma sensação de verdade revelada através da manipulação da luz e da sombra. O conteúdo submete-se a forma, mais uma vez. Por isso é importante apresentar e repetir gráficos, tabelas, desenhos de bolotas, com Lula no papel de bola maior. Em vez da justiça, da realidade concreta, temos a imitação das apostilas do ensino fundamental -- que servem para dar um ar científico a qualquer coisa


O homem-show de 1981 foi um coronel que aceitou fazer o serviço sujo, escondendo evidências que apontavam para o envolvimento de militares no atentado a bomba do Riocentro. Tentou-se, numa grande farsa, lançar a hipótese de que o ato fora obra de uma organização de esquerda, a terrorista VPR.

Os homens-show de ontem tentaram apresentar uma linha de continuidade entre a Lava Jato e o Mensalão. É uma ideia infeliz, já que o Mensalão PSDB-MG é uma demonstração cabal do caráter seletivo das investigações que envolvem políticos e seus aliados no Brasil. Dez anos depois da denúncia ser apresentada ao STF, onde chegou antes do caso contra os petistas, nenhum mensaleiro de Minas foi parar na cadeia. Nenhum. Nem Marcos Valério, considerado o pai e avô do esquema, que cumpre 37 anos e seis meses na AP 470. Conseguiu até tornar-se réu numa das fases da Lava Jato. E o mensalão PSDB-MG? Só refresco.

A referência representa uma tentativa de pacificar as diversas correntes do Ministério Público Federal, que hoje enfrenta uma rebelião interna contra a atuação do PGR Rodrigo Janot. Essa situação se expressa no pedido de demissão da vice-procuradora Ela Wiecko, que, entre outras coisas, teve a coerência de denunciar o caráter golpista do afastamento de Dilma. Foi engrossada pelas acusações gravíssimas do subprocurador Eugenio Aragão contra Janot, até agora sem resposta de nenhum tipo.

A questão central é histórica e política. Em campanha para se tornar PGR Rodrigo Janot pediu votos como um crítico do trabalho do ministério público no mensalão – jamais como aliado. Foi Roberto Gurgel, o PGR que atuou na fase final da AP 470 que, buscando condenar os réus de qualquer maneira, lançou a teoria do domínio do fato para garantir penas fortes para provas fracas, numa temeridade com poucos equivalentes. Em visita ao país na época, o pai da ideia, o alemão Claude Roxin, esclareceu que seu trabalho estava sendo usada de forma indevida.

As repetidas lembranças do Mensalão ajudam a fabricar a teoria de que a corrupção era uma brincadeira quase inocente até 2003, tornando-se sistêmica e abismal após a chegada do "comandante supremo" ao Planalto. Você conhece a patifaria: quando se destina aos amigos de sempre, dos tempos de Pedro Álvares Cabral, dinheiro de empreiteira é contribuição de campanha. Legítima, desinteressada. Quando se destina ao Partido dos Trabalhadores, é propina. São moedas com a mesma origem, de empresas do mesmo CNPJ, que eram conhecidas tanto nos corredores da Petrobras desde a fundação como no gabinete de Fernando Henrique Cardoso em 1996 (vinte anos atrás!) e nada se fez contra elas.

Ninguém foi procurar conhecer os interesses daquela turma abriu o cofre – Fernando Henrique ainda era presidente – para o Instituto Fernando Henrique Cardoso, modelo do agora perseguido Instituto Lula. PGR do pessoal que hoje vai atrás de Luiz Inácio, em 2002, quando foi colocado diante dos donativos amigos para Fernando Henrique, ainda de caneta presidencial, o procurador Rodrigo Janot saiu-se com a seguinte teoria para ficar de braços cruzados: "Fernando Henrique está tratando de seu futuro e não de seu presente," explicou ao repórter Gerson Camarotti, da revista Época. "O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações de favores e benefícios concedidos pelo atual governo." Bom, não?

Chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol falou em escândalo, ontem. Tinha toda razão neste aspecto.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Filmes: "Star Trek: Sem Fronteiras"

VIDA LONGA E PRÓSPERA!

Não é fácil ficar velho, ver a vida passar acelerada, sentir a dor da traição de falsos amigos e amores, mas no escurinho do cinema ninguém tira o nosso direito de sentir emoções que poucos tem o privilégio de compartilhar

- por André Lux, crítico-spam 


Chorei de soluçar vendo o novo “Star Trek: Sem Fronteiras” no cinema. Não tanto pelo filme em si, que é bacana sim, mas pela belíssima e emocionante homenagem que fizeram ao elenco original, especialmente Leonard Nimoy, nosso eterno Spock, que morreu ano passado.

Os fãs acabaram sendo um pouco duros demais com esse terceiro capítulo do recomeço da franquia, que teve um primeiro episódio muito bom e um segundo que pecou pelo exagero. A culpa foi dos trailers iniciais que além de terem sido pessimamente montados, davam a impressão de ser um mero filme de ação desmiolado, elevando a enésima potência tudo que deu errado no segundo. O fato de te sido dirigido por um sujeito que fez um dos “Velozes e Furiosos” também contribuiu para acirrar a, bem... fúria dos apreciadores.

Mas não é bem assim. Apesar de ter um ritmo muito acelerado e um excesso de cenas de ação e destruição (impressiona como é fácil arrebentar a Enterprise nessa nova franquia), o roteiro é bem amarrado e repleto de emoção. 
A boa surpresa é que foi co-escrito pelo ator que faz o Scotty, Simon Pegg, que todo mundo conhece das comédias inglesas e obviamente é fã confesso da série, inserindo na trama dezenas de citações à série antiga e também a fatos que envolvem os atores originais na vida real, como o atual Sulu ser casado com um homem, homenageando assim o ator George Takey da tripulação antiga, que é abertamente gay e defensor da causa GLTB. O filme também é dedicado ao ator Anton Yelchin, que faz o novo Chekov, momrto pouco tempo depois das filmagens, vítima de um triste acidente em sua casa.

Pena que não conseguiram achar uma solução melhor para impulsionar a trama do que o manjando clichê do vilão sedento por vingança contra a Federação que tem em mãos uma “máquina do juízo final”, até porque com aquele enxame infernal de pequenas naves ele nem precisaria de mais nada para causar destruição em massa, não é mesmo? Mas ao menos sua motivação faz certo sentido dentro da lógica exposta pelo roteiro e tentam humanizar o personagem o máximo possível.

A música do esforçado Michael Giacchino continua boa e, embora não chegue nem aos pés de um Jerry Goldsmith ou até de James Horner que compuseram as melhores trilhas dos filmes originais no cinema, consegue emocionar na medida certa quando a cena assim exige e não atrapalha nas sequências de ação. O que já é uma baita de um elogio hoje em dia...


O adeus final ao nosso querido Leonard Nimoy...
Mas o importante é que Star Trek continua vivo e está sendo tratado com carinho pelos novos produtores, que sempre buscam incorporar a nova linguagem da sétima arte na série, mas sem nunca esquecer de onde tudo começou. 

Nessas horas a gente percebe que não é fácil ficar velho, ver a vida passando acelerada, sentir a dor da traição de falsos amigos e amores, ficar longe de quem se ama, mas no escurinho do cinema ninguém tira o nosso direito de sentir emoções as quais poucas pessoas tem o privilégio de compartilhar e que acabam, de uma forma ou de outra, dando sentido a essa vida sem sentido que levamos...

Vida longa e próspera, meus caros nerds!

Cotação:
* * * *

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Cine Trash: "The Room"

CIDADÃO KANE DO LIXO

Filme é tão horrível que virou cult, sendo apresentado no mundo todo em sessões especiais onde o público participa de maneira selvagem das exibições

- por André Lux, crítico-spam

Graças à recomendação de um amigo incansável caçador de filmes horríveis, cheguei a esse "The Room", que é considerado hoje como talvez o pior filme de todos os tempos, o "Cidadão Kane" do cinema trash.

O filme é ruim do começo ao fim, com certeza, tem uma "história" completamente sem pé nem cabeça e diálogos que podem provocar um AVC nos desavisados, mas o que o eleva à categoria de atrocidade é sem dúvida a presença do "ator" Tommy Wiseau que, pasmem, é também o roteirista, produtor e diretor da obra!

O sujeito é uma aberração tão grande que passei o filme todo esperando a cabeça dele se partir ao meio e de dentro sair um alien cheio de tentáculos. Não bastasse ser feio como o diabo (parece o resultado de uma mistura do Sylvester Stallone com o Steven Seagal se tivessem sido jogados num moedor de carne juntos), o sujeito é polonês ou algo parecido (ninguém sabe direito de onde surgiu tal criatura), o que o faz declamar suas falas com um sotaque abismal e uma total incapacidade de sequer flexionar a língua inglesa de maneira correta.


O mais impressionante, todavia, é que o filme custou 6 MILHÕES DE DÓLARES! Entre os absurdos que rondam a lendária produção de "The Room" está o fato do "cineasta" ter COMPRADO duas câmeras, uma digital de alta resolução e outra de filme em película, algo que nem mesmo os maiores estúdios fazem, já que esses equipamentos são todos alugados! Detalhe: como não sabia qual era o melhor jeito de filmar, ele simplesmente amarrou as duas câmeras uma ao lado da outra e rodou o filme todo com elas filmando juntas!


Claro que o filme virou cult, sendo apresentado no mundo todo em sessões especiais onde o público participa de maneira selvagem das exibições, ao ponto do ator James Franco estar finalizando uma espécie de documentário/paródia dele, baseado no livro de memórias de um dos atores que participaram do filme.

Não deixem de ver. É realmente impressionante!

Cotação trash: * * * * *


Lógica coxinha


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Brasil acabou


O Brasil acabou oficialmente hoje.
Vamos voltar a ser literalmente um puteiro dos EUA e do resto das elites econômicas mundiais.
Isso aqui vai virar terrar arrasada.
Quem tiver a chance de ir embora do país, vá o mais rápido possível, enquanto ainda pode.
Um triste dia para a história.
Mais um.

Zumbis do Brazil


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Filmes: "Café Society"

CURA INSÔNIA

Novo filme Woody Allen padece de um ritmo arrastado e ausência de conflitos ou momentos dramáticos

- por André Lux, crítico-spam

É impressionante como Woody Allen perdeu a mão e a inspiração. O fato de insistir em produzir um filme por ano não ajuda em nada e seus novos filmes estão cada vez mais chatos e sem graça.

Confesso que nem tenho mais acompanhando a carreira dele. O último que vi foi “Blue Jasmine”, um filme penoso. Acabei indo ao cinema para assistir esse “Café Society”, já que vem recebendo boas críticas, porém é mais um caso de delírio coletivo dos profissionais da opinião, pois é apenas mais uma obra fraca e sem qualquer traço de entusiasmo desse cineasta que nos brindou com joias como “Manhatan” e “Annie Hall” num passado que agora parece muito distante.

Apesar da fotografia do lendário Vittorio Storaro ser requintada e o filme ser recheado de boa música (jazz, em sua maioria), “Café Society” padece de um ritmo arrastado e total ausência de conflitos ou momentos dramáticos, o que é grave já que se trata de uma história sobre um triângulo amoroso que ao menos poderia render cenas fortes e dar alguma chance aos atores de brilhar.

Mas, que nada. Tudo é resolvido na maior boa vontade, os personagens são todos super tranquilos e não esquentam a cabeça com nada. Para piorar, Allen escalou a insonsa Kristen Stewart (ela mesmo, da infame saga “Crepúsculo”) que passa o filme todo com a mesma cara de esquilo entediado e não convence nem um minuto como uma mulher que poderia provocar tanto amor e devoção.

O roteiro, do próprio Allen, é pífio e se escora numa narração, na voz do próprio diretor, intrusiva e que conta momentos dramáticos de passagem, impedindo assim qualquer envolvimento do espectador com o que se vê na tela.

Imagino que o fato de passar boa parte da projeção em Los Angeles e fazer um monte de referências a estrelas e filmes do passado encha os críticos de emoção, já que adoram esse tipo de trívia, pois só isso mesmo para justificar tamanho apreço por uma obra tão fraca e insossa com essa que, para piorar tudo, não tem qualquer graça (a única piada boa acontece quando a mãe de um dos personagens reclama que o filho ter virado cristão é pior do que ter sido condenado à morte na cadeira elétrica).

Veja por sua conta e risco, mas recomendo para aquelas noites de insônia pesada. Vai te colocar pra dormir rapidinho...

Cotação: *

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Filmes: "O Bom Dinossauro"

TOCANTE

Momentos como o que vivi com minha filha durante esse filme são do tipo que fazem valer a pena a vida sem sentido que levamos

- por André Lux, crítico-spam

Interessante como a minha forma de analisar e sentir uma animação ou um filme feito para crianças mudou depois que minha filha nasceu. Se por um lado mantem-se o senso crítico relacionado aos aspectos estritamente técnicos e cinematográficos da obra, por outro abre-se um espectro totalmente novo, que é o de enxerga-la pelos olhos de uma criança, tornando-se sensível aos elementos que tocam os pequenos.

“O Bom Dinossauro” visto apenas pelo primeiro prisma é certamente uma obra menor, muito mais fraca do que “Divertida Mente”, por exemplo, só para citar um filme recente produzido pelo mesmo grupo de artistas. O fato de ter tido inúmeros problemas durante o processo de animação, ao ponto de praticamente terem começado do zero depois de meses de trabalho, certamente afetou o resultado final.

Mas para mim é uma animação que acabou deixando uma marca muito especial quando a assisti com minha filha, então com 5 anos, nos cinemas, poucos meses após uma situação de destruição brutal de um núcleo familiar que levou-se anos para construir.

Em “O Bom Dinossauro” esse núcleo também é destruído com a morte do pai durante uma tempestade, o que leva o pequeno Arlo a se desgarrar do resto dos parentes e viver uma grande aventura para tentar voltar para casa. Durante sua jornada, ele cria laços afetivos com um pequeno ser humano primitivo, que mais parece um cachorro do que outra coisa.

Nada de muito novo, enfim, apenas alguns clichês de “filme-família” que são reciclados pelo pessoal da Disney de tempos em tempos. Mas em uma cena tocante já no final, um dos personagens consegue reunir-se com seus entes querido, voltado ao “círculo da família” cuja importância o pequeno dinossauro esforça-se para explicar para a criança humana. 


O círculo da família: amor e proteção
Neste momento, testemunhei minha pequena filha vertendo lágrimas pelos olhos, emocionada e tocada com o que via na tela e fazendo pela primeira vez uma relação de causa-efeito dentro da apreciação de uma obra de arte.

Nem preciso dizer que chorei junto com ela, que me abraçou forte, levada pela emoção nova e incontrolável que experimentava ao fazer a associação do que via nas telas com o que vivia em sua vida. Momentos como esse são do tipo que fazem valer a pena a vida sem sentido que levamos e, confesso, passam batidos para a maioria das pessoas que vivem preocupadas apenas com seus interesses mesquinhos e egoístas. 

Por esse fato tão marcante em minha vida serei eternamente agradecido a “O Bom Dinossauro”.

Cotação: * * *

Vivendo "As Pontes de Madison"

Antigamente eu considerava a atitude da personagem da Meryl Streep absurda. A vida me ensinou da maneira mais cruel possível que pessoas como ela são as mais humanas e sensíveis que existem.


Vale a pena destruir famílias e vidas só para satisfazer uma paixão de adolescente?
- por Eloy Ferrari, psicólogo

Um dos filmes que mais me desconcertam e fazem chorar é AS PONTES DE MADISON, com Clint e Meryl.  Não apenas por ser belíssimo, mas principalmente porque eu vivi por duas vezes situação praticamente idêntica à retratada. E as duas foram com a mesma mulher.

A primeira vez, na época da faculdade, quando nos apaixonamos perdidamente e vivemos um forte caso de amor. Mas, ela namorava e, quando chegaram as férias de julho, perdemos contato (nada de internet e celular naquela época) e, pressionada pelo namorado e pela família, acabou noivando e, claro, me abandonou. Sofri muito. Nunca a esqueci.

Muitos anos depois, reencontrei essa mulher. Triste, rejeitada pelo marido e, assim como eu, sem saber há anos o que era se sentir desejada, amada e admirada. Tivemos um novo caso de amor, mas traição não combinava com o nosso caráter e, depois de uns poucos encontros recheados de muito carinho e ternura, resolvemos nos afastar porque não queríamos destruir nossas famílias e causar sofrimento insuportável em nossos parceiros que, para o bem ou para o mal, estavam ao nosso lado há tanto tempo.

A última vez que a vi foi no estacionamento de um shopping, eu parado próximo ao carro dela, no qual entrava com sua família. Ambos tomados pela tristeza e pelo desespero de saber que certamente seria nosso derradeiro vislumbre um do outro. Só não estava chovendo, para ser igual à cena final de AS PONTES DE MADISON...

Antigamente eu considerava a atitude da personagem da Meryl Streep errada, absurda. Como assim ela vai abrir mão daquela atração irresistível, verdadeira paixão de adolescentes, por causa do marido que não deseja há anos e pelos filhos? A vida me ensinou da maneira mais cruel possível que pessoas como ela são as mais humanas e sensíveis que existem.

E também as mais raras.



quinta-feira, 28 de julho de 2016

COMO AJUDAR PESSOAS QUE SÃO VÍTIMAS DE PSICOPATAS

Quanto mais tarde a vítima tentar sair da relação, mais prejuízos ela terá. Prejuízos de toda ordem, afetivo, financeiro, moral e social.



- por Dirce Hage, no blog da Alda

Embora já se tenha bastante informações sobre as características de um psicopata, os profissionais da área de saúde mental recebem cada vez mais vítimas desse algoz social que circulam livremente nas grandes empresas, nos condomínios, nas universidades, na política, na família, na polícia, enfim, ao seu lado.

Sua vítima geralmente é alguém que pode lhe proporcionar alguma vantagem como poder, status, dinheiro, sexo, todas juntas, ou uma ou outra, que responda sua necessidade momentânea. Como o psicopata é um parasita, ele precisa estar abastecendo suas necessidades imediatas, jamais pode ficar sem uma fonte de abastecimento. Engata uma vítima na outra.

A vítima não sente, mas vai se entregando pouco a pouco até se entregar por inteira na relação. Assina e faz procuração dando-lhe plenos poderes de documentos pessoais e comprometedores de móveis e imóveis, entrega a senha de banco, em relação a sua vida afetiva, faz intriga nos vínculos pessoais e familiares com a intenção de afastar todas as pessoas que lhe dão suporte afetivo.



Quando a presa é fisgada, o psicopata começa a atuar. Depois que consegue sugar tudo de sua presa, daí fica entediado, por já ter sugado tudo o que queria, precisando de novidades, se mostrando infeliz, consequentemente, deixando claro que a culpa é toda da vítima. E o pior, a vítima acaba acreditando que é mesmo culpada de tudo e passa por maus tratos e ainda entende que merece, se sentindo subjugada e isolada.

E o que fazer depois que a vítima sente um “estupro” na alma? O primeiro passo é a vítima sair em busca de informação e esclarecimento, independente do grau de envolvimento com o psicopata. O segundo passo é buscar ajuda com um profissional de saúde mental, psicólogo e/ou psiquiatra para que esses profissionais procurem validar todo esse sofrimento na tentativa de apoiar a vítima a sair da relação. Sair mesmo! Até porque a psicopatia não tem cura e nem tratamento.

Amigos e família, infelizmente nesse momento difícil não podem ajudar, por conta do vínculo afetivo já destruído das inúmeras situação negativas geradas no decorrer da relação da vítima envolvida. E assim, vale dizer que, quanto mais tarde a vítima tentar sair da relação, mais prejuízos ela terá. Prejuízos de toda ordem, afetivo, financeiro, moral e social.

- Dirce Hage é Psicóloga especialista em saúde mental e psicoterapeuta no atendimento clínico em consultório particular e no departamento médico e odontológico (DMO) do ministério público do estado.





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Filmes: "Batman versus Superman - A Origem da Justiça"

ABOMINAÇÃO

Se quiser ter uma experiência semelhante a ver este filme, assista a um show de sertanejo universitário enquanto bate a cabeça numa parede

- por André Lux, crítico-spam

Quem acompanha minhas críticas sabe o que quanto eu desprezo o último filme baseado no Superman, chamado apenas de “Homem de Aço”, certamente uma das coisas mais grotescas que já assisti na vida. Assim, nem perdi meu tempo indo ao cinema para ver a continuação daquele lixo que, para tentar atrair mais fanáticos por quadrinhos, colocou o Batman no meio e botou os dois para brigarem entre si.

Na verdade, esse conceito surgiu com a espetacular graphic novel “The Dark Knight Returns” que Frank Miller criou em 1986, provocou um terremoto no mundo dos quadrinhos e meio que serviu de base para os filmes sobre o Batman desde então, principalmente os dirigidos pelo Christopher Nolan e estrelados por Christian Bale.

Nasceu então “Batman versus Superman – A Origem da Justiça” que, desculpem o termo chulo, é uma bosta inigualável cujo único “mérito” é conseguir ser ainda pior e mais nojento que o “Homem de Aço”. A gente tem que tirar o chapéu para o diretor Zack Snyder por ser capaz de criar e jogar no mundo tamanha porcaria sem ficar vermelho de vergonha, conseguindo irritar tanto os críticos quanto a maioria absoluta dos fãs dos personagens.

Fui ver logo a Versão Estendida do filme, que acreditem se quiser, tem 3 horas de duração e é praticamente impossível de seguir, tamanho o número de tramas e sub-tramas que os roteiristas enfiam ao longo da projeção para tentar justificar o conflito entre o Superman e o Batman. Tudo é tão forçado e, em última instância, sem sentido, que quando os dois saem na porrada a gente já está completamente exausto e sem o menor interesse para entender o que se passa na tela.

Ou seja, a pessoa precisa aturar quase 2 horas e meia de um filme pesado, escuro e arrastado quase todo focado em políticos e jornalistas questionando as ações do Superman (tudo que a gente sonha em ver num filme sobre um sujeito que usa uma capa e cueca vermelha enquanto voa pelo céu), planos mirabolantes completamente non-sense feitos pelo Lex Luthor para jogar os heróis um contra o outro, investigações que não levam a lugar algum, cenas de enterros intermináveis e aquela trilha sonora insuportável composta pelo abominável Hans Zimmer e seu atual "xapa" Junkie XL. O troféu abacaxi vai para a música que a dupla criou para as aparições da Mulher Maravilha, que parece saída de um episódio do Chapolin Colorado de tão bisonha e risível, mas que acaba sendo a única coisa que ao menos soa como música, já que o resto da trilha parece uma mixagem de sons de motor de dentista, peidos de rinoceronte e alguém socando um sintetizador com luva de boxe.

Praticamente não há qualquer cena de ação nos dois terços iniciais do filme, só papo furado e cenas do Superman com cara de quem está com aquela diarreia das bravas! Inacreditável. A cena de abertura é completamente estúpida, com o Bruce Wayne chegando a Metrópolis (que pelo jeito fica a poucos quilometros de Gothan City) de helicóptero e correndo alucinado pelas ruas da cidade enquanto Superman e Zod lutam e destroem a cidade toda. Por que ele iria fazer isso? E se precisava tanto fazer, por que não foi como Batman, em uma de suas aeronaves? E não para por aí. O filme todo é recheado de sequências como essa, que não fazem o menor sentido sob qualquer ângulo e servem apenas para gerar momentos dramáticos (que nada tem de dramáticos) ou para dar continuidade à trama sem pé nem cabeça.

O ponto mais baixo dessa abominação certamente é o que fizeram com o Batman, que aqui é transformado num psicopata descontrolado que simplesmente mata qualquer um usando inclusive metralhadoras, algo que viola todo o cânone do personagem. Ben Affleck causou a ira dos fãs quando foi anunciado no papel, mas sinceramente ele nem está tão ruim assim, embora não tenha nada a fazer a não ser parecer de saco cheio e dar uns sorrisinhos amarelos (o filme é completamente desprovido de humor!). E ele não funciona nem um pouco quando veste a armadura. Não sei se a culpa é do formato do corpo dele ou do desenho do figurino, mas o Batman ficou parecendo um sujeito obeso, lerdo e troncudo usando uma roupa de borracha tosca.

Jesse Eisenber com certeza vai ganhar o Framboesa de Ouro de pior ator pelo seu desempenho como Lex Luthor, de longe uma das coisas mais ridículas e erradas que já apareceram nas telas do cinema. E a tão esperada luta entre os dois heróis? Bom, ela acontece praticamente no final do filme, dura míseros 8 minutos e acaba porque o Super pede pro Batman salvar a... Martha! Sim, é isso mesmo. Martha é o nome da mãe dele que é o mesmo nome da mãe do Batman. Não estou brincando, é assim mesmo. Sério. Daí aparece do nada o Doomsday, que na outra encarnação foi um troll do Senhor dos Anéis, e todo mundo fica brigando com ele, enquanto o monstro solta raios cor de rosa que, juro, quase me causaram um ataque epiléptico enquanto eu lutava contra o sono!

Vou parar por aqui porque ficar lembrando dessas três horas da minha vida que eu perdi para sempre vendo essa abominação está me dando dor de cabeça. Se quiser ter uma experiência semelhante ao que é ver este filme, experimente assistir a um show de sertanejo universitário enquanto bate a cabeça numa parede de concreto. Minto. Acho que não será a mesma coisa, pois você pode se até que você se divirta no processo, o que certamente não vai acontecer enquanto vê “Batman versus Superman”...

Cotação: ZERO

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Filmes: "Independence Day: O Ressurgimento"

MAIS DO MESMO

Se conseguir desligar o cérebro até vai curtir um pouco tudo isso, mas não dá nem para comparar com o original

- por André Lux, crítico-spam

Pode parecer absurdo, mas sou grande admirador do primeiro "Independence Day". Sim, o filme é estúpido, cheio de buracos no roteiro e de  momentos piegas e patrióticos constrangedores, porém dentro da sua proposta é dos melhores. E foi o primeiro (ou um dos primeiros) a mostrar os invasores do espaço realmente destruindo um monte de cidades e causando tragédias, quando antes ficavam só na ameaça. Além disso, os atores eram bastante carismáticos e o roteiro era bem amarrado a ponto de (quase) nos fazer esquecer de todas as baboseiras jogadas na tela.

Surge então, esse “Independence Day: O Ressurgimento” que parece ser uma continuação, mas é mais um recomeço (ou “reboot”) como está na moda agora com filmes que passaram do tempo de ter uma continuação na época do seu sucesso e inventam uma forma de começar tudo de novo a fim de atrair a nova geração aos cinemas.

Assim, 20 anos depois do filme original, surge isso que é praticamente uma refilmagem do primeiro só que com novo elenco, exceto pela participação de alguns dos personagens antigos que pouco tem a fazer além de recitar frases de efeito e soltar piadinhas sem graça quase todo o tempo.

Se a trama do primeiro filme não fazia muito sentido, agora faz menos ainda. Tudo é maior e mais barulhento, porém sem qualquer novidade ou diversão que existiam no original. A montagem é truncada e os eventos vão acontecendo sem qualquer lógica ou preparação do clima, bem diferente do primeiro. Os jovens atores são neutros e sem carisma, principalmente o que faz o filho do piloto interpretado no original por Will Smith (que pediu uma fortuna para participar da continuação e é visto apenas em uma foto no começo).

Para piorar tudo, a trilha musical é muito fraca e totalmente genérica, não chega nem aos pés da original composta por David Arnold, cujos temas aparecem de leve no meio do filme e só é ouvida novamente no início dos créditos finais. Apesar de ter algumas boas sequências e a presença sempre divertida de Jeff Goldblum, o resto do filme se arrasta até o final redundante e interminável.

Não dá nem pra elogiar os efeitos visuais, pois é quase tudo feito em computação gráfica, enquanto o original ainda é da época em que tinham que explodir maquetes sem dó, o que sempre dá muito mais peso e também obriga os realizadores a inventarem soluções criativas para a falta de recurso. Aqui, como podem fazer o que quiserem no computador, abusam da quantidade de naves, tiros e explosões deixando tudo confuso e inteligível.

Confesso que tenho um fraco por filmes de ficção-científica desse tipo, então até consegui desligar o cérebro e curtir um pouco tudo isso, mas não dá nem para comparar com o “Independence Day” original. É apenas mais do mesmo, só que tudo super-inflado e sem qualquer traço de vida inteligente ou emoção genuína.

Cotação: * *
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