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sábado, 8 de julho de 2017

POR QUE TANTOS POBRES* DE DIREITA?


- por José Geraldo Gouvea

A característica central do pobre* é a pobreza, que não se limita ao aspecto material. A pobreza de conhecimentos (ignorância), a pobreza de consciência política (alienação), a pobreza de força espiritual (busca do "menor esforço" a qualquer custo), a pobreza de auto estima (complexo de vira-latas), a pobreza ética (busca do "jeitinho", a idolatria do sucesso a qualquer custo, o egoísmo). 

Tudo isso se soma à pobreza material para desembocar em um indivíduo que fica preso ao sistema ideológico circunscrito em que nasceu e se formou.

Por isso Marx disse, com razão, que o lúmpenproletariado, ou "lumpesinato", não é uma força revolucionária. 

Sua vulnerabilidade material o torna suscetível a barganhas imediatistas (vende o voto por comida, sai do sindicato para não perder o emprego). 

Sua ignorância o torna suscetível à manipulação ideológica e política. Sua pobreza espiritual o leva a desistir de grandes projetos. 

Sua alienação o impede de sequer simpatizar com os inimigos de seus opressores. 

Sua baixa auto estima o faz conformar-se ao papel subalterno e idolatrar os opressores e seus instrumentos de opressão. 

Finalmente a pobreza ética o torna capaz de executar com mais crueldade que os opressores o 'trabalho sujo' a que é destinado.

Esse indivíduo é o "capitão do mato" ideal, ele se compraz em ser cruel com quem está ao lado e abaixo de si, por crer que nisso se eleva, ou porque, em alguns casos extremos de viralatice, acredita que esse é o seu papel inevitável, o seu lugar possível no esquema.

*O termo "pobre" inclui também a classe média que também é pobre, apenas um pouco menos, mas se acha rica. 

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